Você viu num grupo de WhatsApp que não pode mais mostrar antes e depois. Ouviu de uma colega que a ANVISA multa. No fim, parou de publicar resultado, e o perfil da clínica virou um mural de frases motivacionais que ninguém procura. O medo saiu mais caro que a multa que você tentou evitar.

A regra que todo mundo repete de boca em boca mudou. Desde 2024, os principais conselhos passaram a permitir o antes e depois, com condições claras. O risco maior hoje não é publicar do jeito errado. É desaparecer por medo de publicar.

E existe uma parte que nenhum conselho restringe: aparecer no Google quando a cliente digita o nome do procedimento. É onde a clínica cresce sem pisar em norma nenhuma, e é o que estruturamos no SEO para estética em Ribeirão Preto.

Em resumo
O antes e depois deixou de ser proibido para médicos, dentistas e biomédicos, desde que haja consentimento do paciente, caráter educativo e nenhuma promessa de resultado. A ANVISA não é quem restringe a foto: quem restringe é o conselho da profissão de quem faz o procedimento. O que continua proibido é prometer, sortear e sensacionalizar. E o canal que faz a clínica crescer com o menor risco regulatório de todos é o Google, porque categoria, avaliações e conteúdo informativo não esbarram em nenhuma dessas normas.

Este guia faz parte da estratégia de Dominância Territorial: ocupar todos os caminhos da busca local, não apenas uma posição no mapa.

O medo das regras é o que está te deixando invisível

A clínica que publica nada some da cabeça da cliente tão rápido quanto a que publica errado. Só que o primeiro tipo de sumiço não vem com notificação de infração. Vem em silêncio, na forma de uma agenda que não enche e de um perfil parado que o Google entende como abandonado.

O que trava a maioria dos donos de clínica é uma informação pela metade. Alguém ouviu que um colega tomou advertência por causa de um antes e depois, o telefone sem fio fez o resto, e virou lei que “não pode nada”. Na prática, o que aconteceu foi punição por promessa de resultado ou por foto sem autorização, não pela foto em si.

A insegurança tem custo de caixa. Enquanto você segura o conteúdo com medo, a clínica da esquina publica dentro da regra, aparece na busca e agenda a cliente que era sua. O prejuízo de não publicar nunca chega como boleto, mas chega.

A clínica não some por publicar errado. Some por medo de publicar.

O que mudou: o antes e depois deixou de ser proibido em 2026

O “não pode antes e depois” que circula nos grupos é uma regra vencida. Os conselhos reescreveram as normas de publicidade e hoje autorizam a divulgação de resultado, com condições. Prender-se à versão antiga é abrir mão de um conteúdo poderoso por causa de uma proibição que não existe mais.

Na medicina, a Resolução CFM nº 2.336/2023, em vigor desde março de 2024, passou a permitir a divulgação de imagens de antes e depois com caráter educativo, mediante consentimento do paciente e sem sensacionalismo ou autopromoção. Na odontologia, a Resolução CFO nº 196/2019 já autorizava o antes e depois do profissional, com termo de consentimento e sem identificar equipamentos, materiais ou tecidos. Na biomedicina, a Resolução CFBM nº 330 liberou imagens de resultado, exigindo o termo de consentimento e uma legenda fixa avisando que a imagem não representa garantia de resultado.

Repare no que essas três normas têm em comum. Nenhuma proíbe mostrar. Todas exigem consentimento por escrito e vetam a promessa. O verbo que mudou não foi “mostrar”. Foi “prometer”.

A regra depende de quem faz o procedimento na sua clínica

A pergunta que decide o que você pode postar não é “o que a ANVISA deixa”. É “quem assina o procedimento”. Médico responde ao CFM, dentista ao CFO, biomédico ao CFBM, enfermeiro ao COFEN. Cada conselho tem a própria norma de publicidade, e elas não são idênticas. Publicar sem saber a qual você responde é o erro na raiz.

Na odontologia mora um detalhe que pega muita clínica desprevenida. O antes e depois vale para o cirurgião-dentista como pessoa física, e a divulgação como publicidade comercial da clínica, no CNPJ, é tratada de forma diferente. A harmonização orofacial, aliás, já é especialidade odontológica reconhecida, o que traz o dentista para dentro dessa conversa de estética com regra própria. Quem publica pesa tanto quanto o que se publica.

O esteticista sem formação na área da saúde não responde a conselho de classe nenhum. A publicidade dele segue o Código de Defesa do Consumidor, o CONAR e as regras de produto da ANVISA, o que dá mais liberdade, mas não libera promessa falsa. Nada aqui substitui a orientação do seu conselho ou de um advogado, e as resoluções mudam de tempos em tempos. Antes de montar sua comunicação, confirme a norma vigente do conselho que fiscaliza a sua profissão.

O que você pode publicar sem medo nenhum

A maior parte do que faz a clínica crescer no Google não encosta em nenhuma dessas regras. Conteúdo que explica um procedimento, responde a dúvida da cliente, mostra a estrutura e a equipe, e as avaliações de quem já foi atendido: nada disso é promessa de resultado. É informação. E informação é exatamente o que o buscador premia.

Um texto que explica como funciona a harmonização facial, para quem é indicada, como é a recuperação e quais são os cuidados não vende ilusão, educa. Uma página por procedimento, com essa profundidade, aparece para quem busca aquele serviço específico e ainda mantém você do lado seguro da norma. É o mesmo movimento que resolve a captação e a conformidade de uma vez.

As avaliações são o ativo mais subestimado dessa história. Elas são a manifestação espontânea da cliente, não uma peça de propaganda sua, e por isso ocupam um espaço que a regra de publicidade quase não alcança. Peça a avaliação no momento certo, responda cada uma com atenção, e você constrói prova social e ranqueamento sem escrever uma linha de promessa.

O que continua proibido e derruba clínica de verdade

O que gera advertência não é o antes e depois. É a promessa. Garantir resultado, dizer que a sua clínica é “a melhor”, sugerir que todo mundo sai igual da cadeira, sortear procedimento, vender pacote como mercadoria de balcão e usar a imagem do paciente sem consentimento assinado. Esses são os sinais que os conselhos punem, com ou sem foto no post.

A expectativa exagerada é o erro mais comum e o mais fácil de cometer sem perceber. Uma legenda que promete “resultado imediato” ou “pele nova em uma sessão” cria a garantia que a norma proíbe, mesmo que a foto esteja perfeita e autorizada. O problema não estava na imagem, estava na frase embaixo dela.

As promoções vivem numa zona que varia por conselho, e essa é a parte que mais confunde. A odontologia passou a admitir a divulgação de descontos, com a Resolução CFO-SEC nº 271/2025, respeitada a ética. A medicina segue restringindo sorteios, pacotes promocionais e descontos que caracterizem mercantilização. Duas profissões, dentro da mesma clínica, com liberdades diferentes no mesmo anúncio.

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Onde a ANVISA entra de verdade, e onde não entra

A ANVISA quase nunca é quem proíbe o seu antes e depois. Ela cuida de outra coisa: se o produto que você aplica é regularizado, se o serviço tem a licença sanitária em dia e se você não alega efeito que o produto não tem. Confundir o papel da ANVISA com o do conselho é o que gera metade do medo que trava a página da clínica.

Onde a ANVISA aperta de fato é na alegação de produto. Anunciar um medicamento tarjado, prometer efeito terapêutico de um cosmético ou sugerir cura para uma condição de saúde entra no terreno dela, e ali o rigor é grande. Mostrar a estrutura da clínica, explicar um procedimento e exibir a licença de funcionamento, ao contrário, é o tipo de transparência que a norma sanitária valoriza.

A leitura prática é simples. O conselho da sua profissão define como você comunica resultado e conduta. A ANVISA define o que você pode afirmar sobre produto e serviço, e exige que a operação esteja regular. Nenhum dos dois proíbe você de existir na busca; os dois proíbem você de mentir.

Por que o Google é o canal mais seguro para a clínica de estética

O Google é o lugar onde a clínica cresce com o menor risco regulatório que existe. Categoria certa no perfil, página por procedimento, avaliações recentes e conteúdo que informa: a lista inteira do que faz você subir na busca vive fora do território que os conselhos restringem. Você não precisa arriscar uma advertência para encher a agenda.

Compare com o feed. No Instagram, o resultado depende de imagem, e imagem de estética é justamente onde a regra é mais sensível. No buscador, o que te posiciona é a categoria correta do perfil, a estrutura do site e a força das avaliações, sinais que a norma de publicidade nem toca. É o que aprofundo no artigo sobre por que a agenda não enche só com Instagram: o feed constrói desejo, o Google captura a decisão.

A peça que costuma destravar tudo é a mais simples e a mais ignorada: a categoria do perfil no Maps. Uma clínica cadastrada como salão de beleza não disputa as buscas por estética, por mais correta que seja a comunicação dela. Ajustar isso é o coração do GMN Estratégico, e costuma dar retorno em poucas semanas, sem depender de uma única foto de resultado.

A cliente que decide fazer harmonização não abre o feed para escolher. Ela digita o procedimento e o bairro, e agenda com o primeiro nome confiável que aparece. Estar nessa tela é permitido, é seguro e é o que enche a agenda. Ficar de fora dela, por medo de uma regra que você nem precisa tocar, é o único erro que sai caro todo dia.

Perguntas frequentes sobre o que a clínica de estética pode divulgar

Clínica de estética pode publicar antes e depois em 2026?

Pode, com condições. Médicos, dentistas e biomédicos foram autorizados pelos respectivos conselhos a divulgar resultado, desde que haja consentimento por escrito do paciente, caráter educativo e nenhuma promessa de resultado. A regra exata depende do conselho da profissão de quem faz o procedimento, então confirme a norma vigente antes de publicar.

A ANVISA proíbe fotos de antes e depois?

Não. A ANVISA cuida da regularização de produtos, da licença sanitária do serviço e das alegações sobre o que um produto faz. A restrição ao antes e depois vem dos conselhos de classe, não da ANVISA. Confundir os dois papéis é a origem de boa parte do medo que trava a comunicação da clínica.

Meu dentista pode postar antes e depois de harmonização orofacial?

Pode, pela Resolução CFO nº 196/2019, com termo de consentimento e sem identificar equipamentos ou materiais. A harmonização orofacial é especialidade odontológica reconhecida. Vale um detalhe: a divulgação como publicidade comercial da clínica pessoa jurídica é tratada de forma diferente da publicação feita pelo profissional.

Biomédico esteta pode divulgar resultado de procedimento?

Pode, pela Resolução CFBM nº 330, mediante termo de consentimento do paciente e com uma legenda fixa informando que a imagem não representa garantia de resultado, porque cada pessoa tem características próprias. A obrigação da legenda é específica da biomedicina e não deve ser esquecida.

O que continua proibido na publicidade da estética?

Prometer ou garantir resultado, dizer que é “o melhor”, criar expectativa exagerada, sortear procedimento, vender pacote como mercadoria e usar a imagem do paciente sem consentimento assinado. Esses pontos são punidos com ou sem foto no post, porque o problema está na promessa, não na imagem.

Posso sortear ou dar desconto em procedimento estético?

Depende do conselho. A odontologia passou a admitir a divulgação de descontos com a Resolução CFO-SEC nº 271/2025, respeitada a ética. A medicina segue restringindo sorteios, pacotes e descontos que caracterizem mercantilização. Se a clínica tem profissionais de conselhos diferentes, cada um segue a própria regra.

Preciso de autorização do paciente para publicar a foto?

Sim, sempre. O termo de consentimento livre e esclarecido é exigência comum a todos os conselhos que autorizam o antes e depois. Publicar imagem de paciente sem essa autorização é infração, independentemente do resultado mostrado.

Como aparecer no Google sem ferir as regras dos conselhos?

Com o que a norma de publicidade nem toca: categoria correta no perfil do Google, páginas por procedimento com conteúdo informativo, e avaliações reais de clientes respondidas com atenção. Esses são os sinais que fazem a clínica subir na busca, e nenhum deles depende de promessa ou de foto de resultado.

Avaliação de cliente conta como propaganda proibida?

Não, porque a avaliação é a manifestação espontânea de quem foi atendido, não uma peça de publicidade sua. Responder com cuidado é recomendado. O cuidado é não induzir depoimento que prometa resultado, o que traria a promessa de volta pela porta dos fundos.

Posso dizer que meu resultado é garantido?

Nunca. A promessa de resultado é vedada por todos os conselhos e é o erro que mais gera advertência. Você pode explicar o procedimento, mostrar estrutura e exibir avaliações, mas garantir que a cliente terá determinado resultado é a linha que não se atravessa.

As regras são iguais em todo o Brasil?

As resoluções dos conselhos federais valem nacionalmente, mas a fiscalização é feita pelos conselhos regionais, que podem ter orientações próprias sobre casos específicos. O mais seguro é confirmar com o seu conselho regional antes de adotar uma prática nova de divulgação.

Esteticista sem conselho pode publicar livremente?

Tem mais liberdade, porque não responde a um conselho de classe, mas não pode tudo. A comunicação segue o Código de Defesa do Consumidor, o CONAR e as regras de produto da ANVISA, o que veda propaganda enganosa, promessa falsa e alegação de efeito que o serviço não entrega.

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Edson Rocha

Consultor de SEO Local & GEO · Ribeirão Preto

Criador da Metodologia Diamante Local e autor de três livros sobre presença digital. Desde 2016 estrutura a visibilidade de negócios locais no Google, no Maps e nas respostas das IAs.

A regra não te proíbe de aparecer. Te proíbe de prometer.

Descubra o que a sua clínica pode publicar para crescer no Google, dentro das normas, antes de qualquer investimento.